Se você chegasse agora ao planeta Terra, vindo de outra galáxia, provavelmente ficaria atônito com a proliferação de expressões como “catástrofe ambiental”, “aquecimento global”, “perda de biodiversidadde”, “mudanças climáticas”e tantas outras que inundam os noticiários e permeiam discussões em diversas comunidades como: escolas infantis, associações de bairro, comitês de gestão empresarial e órgãos governamentais e internacionais de todas as esferas.
“Ora”, você diria, “há até bem pouco tempo, as discussões ambientais restringiam-se a proteger ursos panda, evitar o desperdício de água e reciclar latinhas de cerveja. De onde surgiu – e com tanta voracidade – essa crise alardeada, tão ampla e sem precedentes?”
Pois ela não surgiu, absolutamente: é resultado da repetição, ao longo de décadas, de hábitos de consumo coletivos e individuais predatórios, mas abençoados pela lógica de mercado e por uma cultura de hiperconsumismo que negam, sistematicamente, sua conexão com o caos instaurado.
Entre esses hábitos arraigados na sociedade moderna, está o consumo indiscriminado de carne.
Sim, acredite ou não, a atual manutenção, em estoques vivos”, de 30 bilhões de aves, peixes, mamíferos de dezenas de espécies exerce uma tremenda e inédita pressão sobre todos os ecossistemas. Basta lembrar que cada um desses animais demanda sua porção de terra, água, comida e energia, despeja seus dejetos sobre a terra e gera, direta ou indiretamente, emissão de poluentes no solo, no ar e na água.
Não há como fechar os olhos para o fato de que cada hambúrguer, nugget, salsicha e lata de atum provoca um impacto e um respectivo custo ambiental que aproximam a aventura do Homem na Terra da “falência” ecológica.
Estima-se que, no mundo, a cada segundo, uma área de floresta tropical do tamanho de um campo de futebol seja desmatada para produzir carne de boi equivalente a 257 hambúrgueres!
A simples identificação dos fatores que geram a degradação ambiental favorece o entendimento da necessidade de uma mudança profunda no modo como o indivíduo e a sociedade encaram e se relacionam com o meio ambiente. E indica a urgência em se repensar, e até de se reinventar, os paradigmas de consumo global, como única alternativa viável para evitar as grandes catástrofes que se anunciam com tanto vigor …
Desejamos que essas informações sejam úteis na sua escolha de como contribuir para a construção de um novo, saudável e produtivo modo de interagir com as pessoas, os animais e o Planeta !
“Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de TODOS os seres vivos.”
Carta da Terra.
Rosana Ayurveda
Terapeuta Corporal e Instrutora de Yoga
www.cicaterapias.blogspot.com
www.omelhordanatureza.com.br





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