A história científica Ipê - Tabebuia avellanedae – Lorentz & Grizebach Goett, começa na Argentina em 1847 com a publicação do livro “La Vegetacion del Noroeste de la Província de Entre Rios”. – Onde era conhecida por “arvore buque” (por causa da cor e de suas flores). A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas. A extração predatória, realizada durante anos, quase levou a espécie à extinção.
No Brasil os índios a chamavam de “Árvore divina”. Por volta de 1880 o médico botânico Von Martius já relata o uso do Ipê contra a sarna, no Piauí e em seu livro “Systema de Matéria Médica Vegetal Brasileira”, sugere o nome de Tecoma imperdiginosa. No entanto os botânicos reunidos no Primeiro Congresso Botânico Internacional, (1910), convencionaram chamá-la de Tabebuia imperdiginosa.
Foi da medicina natural que originou o nome botânico do Ipê Roxo – Tabebuia impetiginosa. Isso porque, antigamente as pessoas costumavam usar o chá para tratar da doença do impetigo, uma inflamação da pele do rosto acompanhada de supuração Martius afirma em seu livro que a casca da árvore é adstringente, mucilaginosa e tem sabor amargo. “Usa-se o cozimento em lavagens, banhos e injeções contra as empingens, inflamações artríticas por debilidade, leucorréia e catarro da uretra”. O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis. Estudo publicado na Revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Cientistas americanos descobriram que uma substância extraída da casca do ipê-roxo tem características anticancerígenas. A descoberta pode abrir caminhos para novos tratamentos de ordem degenerativas.



