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	<title>O Melhor da Natureza &#187; Ipê Roxo</title>
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		<title>Ipê Roxo (Tabebuia impetiginosa)</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 18:41:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orlando Vettorazzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Extratos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipê Roxo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A história científica <strong>Ipê </strong>- Tabebuia avellanedae &#8211; Lorentz &amp; Grizebach Goett, começa na Argentina em 1847 com a publicação do livro &#8220;La Vegetacion del Noroeste de la Província de Entre Rios&#8221;. &#8211; Onde era conhecida por “arvore buque” (por causa da cor e de suas flores). A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas.  A extração predatória, realizada durante anos, quase levou a espécie à extinção.</p>
<p>No Brasil os índios a chamavam de “Árvore divina”.  Por volta de 1880 o médico botânico Von Martius já relata o uso do Ipê contra a sarna, no Piauí e em seu livro &#8220;Systema de Matéria Médica Vegetal Brasileira&#8221;, sugere o nome de Tecoma imperdiginosa. No entanto os botânicos reunidos no Primeiro Congresso Botânico Internacional, (1910), convencionaram chamá-la de Tabebuia imperdiginosa.</p>
<p>Foi da medicina natural que originou o nome botânico do <strong>Ipê Roxo</strong> &#8211; Tabebuia impetiginosa. Isso porque, antigamente as pessoas costumavam usar o chá para tratar da doença do impetigo, uma inflamação da pele do rosto acompanhada de supuração Martius afirma em seu livro que a casca da árvore é adstringente, mucilaginosa e tem sabor amargo. &#8220;Usa-se o cozimento em lavagens, banhos e injeções contra as empingens, inflamações artríticas por debilidade, leucorréia e catarro da uretra&#8221;. O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis.  Estudo publicado na Revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Cientistas americanos descobriram que uma substância extraída da casca do ipê-roxo tem características anticancerígenas. A descoberta pode abrir caminhos para novos tratamentos de ordem degenerativas.</p>
<ul>
<li><span id="more-452"></span>Cientistas de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Escócia, entre outros confirmam o aumento</li>
</ul>
<p>da atividade do sistema defensivo com o uso de Ipê Roxo.</p>
<ul>
<li>As propriedades da quinona, presentes no Ipê Roxo ajudam a explicar seu poder antiinflamatório e na</li>
</ul>
<p>dissolução de tumores. Problemas aparentemente relacionados a uma diminuição no fornecimento de     oxigênio aos tecidos.</p>
<ul>
<li>A quinona participa da cadeia respiratória do sistema celular. &#8211; O que melhora o fornecimento de oxigênio às células.</li>
<li>Um dos compostos tirados da casca da árvore, o &#8220;beta-lapachone&#8221;, mostrou promissoras características anticancerígenas.</li>
<li>O Ipê roxo apresenta alta dose de cálcio e ferro, o que ajuda no transporte de oxigênio.</li>
<li>Outro componente destacado é o selênio, importante antioxidante, captador dos chamados &#8220;radicais livres&#8221;. O selênio pode desintoxicar <strong>o corpo do cádmio*</strong>, um metal pesado, que é uma das mais freqüentes toxinas ambientais da atualidade e causa da pressão sangüínea alta.</li>
<li>Ipê Roxo contém saponinas, agentes naturais antimicóticos cuja função é proteger o corpo contra fungos.</li>
<li>Contém xilodona, com qualidades antibacterianas, antivirais e antimicótico.</li>
<li>O lapachol tem várias propriedades antitumorais comprovadas.</li>
</ul>
<p><strong>Mais sobre a planta<br />
</strong>O botânico Theodoro Meyer, da Universidade de Tucuman, da Argentina, conseguiu isolar importantes componentes do ipê-roxo, como a quinona, cujo efeito germicida pôde ser comprovado. A quinona possui uma estrutura semelhante a da vitamina K6, que detém efeito adstringente que auxilia o metabolismo do fígado na produção de protombina e de outras substâncias que participam da coagulação sangüínea. Estas propriedades da quinona, presentes no ipê-roxo, ajudam a explicar seu poder antiinflamatório e na dissolução de tumores.</p>
<p>O primeiro contato que Meyer teve com o ipê-roxo foram com os índios callawaya, descendentes dos Incas. O poder de cura dos callawaya, segundo o médico, é conhecido em todo o mundo. Eles já catalogaram cerca de mil plantas medicinais. O conhecimento sobre elas é passado de geração a geração. Durante a construção do Canal do Panamá, por exemplo, estes índios foram chamados para curar dezenas de operários vitimados pela febre amarela. Com os curandeiros da tribo, chamados de &#8220;Senhores do Saco de Remédios&#8221;, Meyer aprendeu que, pelos conhecimentos indígenas, o ipê-roxo é considerado uma das principais &#8220;plantas mestras&#8221;. E era indicada para uma ampla variedade de doenças, como câncer, leucemia, diabetes e reumatismo. O botânico argentino, desde então, devotou toda sua atenção aos experimentos relacionados ao ipê-roxo. Tentou levar adiante o conhecimento que obtivera ao longo de anos. Não obteve sucesso. Em 1972, morreu frustrado pela falta de aceitação de seus experimentos por parte da medicina ortodoxa.</p>
<p><strong>* O cádmio</strong> é um metal tóxico que ocasiona graves enfermidades em órgãos vitais, mesmo em pequenas quantidades. A exposição ao cádmio nos humanos ocorre geralmente através de duas fontes principais: a primeira é por via oral (por água e ingestão de alimentos contaminados), e a segunda por inalação. Os fumantes são os mais expostos ao cádmio porque os cigarros contêm este elemento. Na realidade, o cigarro é a maior fonte de cádmio na nossa sociedade. O cádmio entra na corrente sanguínea por absorção no estômago ou nos intestinos logo após a ingestão do alimento ou da água, ou por absorção nos pulmões após a inalação. Muito pouco cádmio entra no corpo através da pele. Estudos feitos no Canadá mostram que chumbo, cádmio e outros tóxicos estão mais presentes em pessoas violentas do que em pessoas normais. O cádmio interfere na absorção e utilização do zinco, um dos minerais mais importantes ao organismo.</p>
<p>As informações têm caráter educativo e não visa substituir cuidados médicos ou de um especialista. Não nos responsabilizamos por uso indevido dos produtos ou combinações de produtos que por ventura você possa fazer.</p>
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